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Jejum visual

Por Julie Maria

A Igreja pede que façamos jejum de alimentos durante Quaresma. Esta fraqueza do corpo, como explica os teólogos, ajuda-nos a ficar atentos espiritualmente e assim colocar “nossa força em Deus” e estar mais atento às ciladas do inimigo, que “anda como um leão esperando a quem devorar”. (1 Pedro 5,8)

Mas a Igreja nos dá inspiração para fazer outros jejuns, unido a este principal que é o jejum de comida.

Entre eles, gostaria de indicar alguns jejuns que são necessários se quisermos viver de acordo com a nossa dignidade de filhos de Deus, especialmente no campo da modéstia. Mas antes uma curta introdução:

O pecado contra a impureza é sempre grave. Isso se deve à que somos chamados a uma pureza no olhar, no vestir, no comportamento que nos faça “puro como os anjos”, na medida em que deixamos os critérios terrenos nos dominarem e passamos a amar as virtudes que Cristo viveu e nos ensinou. A tal ponto que São Paulo diz para a sua comunidade – e para nós – que, “de impureza, nem se mencione entre vós”!  Mas como vamos conseguir fugir da ocasião de pecado contra a impureza se estamos “habituados” a ela?

Estou pensando, por exemplo, no vício de ver novela, BBB, programas de auditório, filmes, revistas e sites onde reina a impureza, sutilmente ou descaradamente, e que é tido por “normal” por muitos católicos que estariam entre os chamados “católicos praticantes”.

A Santa Igreja nos ensina, uma e outra vez, que devemos fazer o exercício de guardar os olhos e fugir da ocasião de pecado para não ofender a Deus. Mas quando iremos fugir quando somos nós mesmos que vamos buscar estas ocasiões, com o clique do controle remoto ou o clique do mouse?

Não escutamos a severidade das palavras do Redentor dizendo que é preferível entrar sem uma perna, olho, mão no céu do que com o corpo inteiro e a alma manchada entrar no inferno? (Marcos 9,43-48) Porque não obedecemos a Nosso Senhor e continuamos rebeldes ao Seu chamado à conversão? Porque acreditamos – instigados por Satanás – que seremos imunes à impureza apenas porque “a reconhecemos”? Que insensatez!

Numa encíclica sobre o Cinema, já em 1934 (!) o Papa Pio XI disse que espetáculos contra a impureza são ocasiões de pecado. E hoje, como não nos indignar quando estes espetáculos entram nos lares a partir da permissão das mães cristãs, que deveriam ser as primeiras a preservar a pureza e a modéstia dos seus filhos? Que elas acordem, antes que sejam julgadas de grave pecado!

Como desejar agradar a Deus, acolhendo a nossa feminilidade como um dom, ser pura e modesta quando estamos continuando apodrecendo nossa visão com cenas, falas, roupas, músicas que nada nos elevam e nada nos acrescenta? Seremos chamados de hipócritas e com razão o seremos.

Quando eu comecei a minha caminhada eu não tinha formação sobre tudo isso, por isso vejo a amorosa Providência Divina que logo no início me fez ver quão distante eu estava do Seu plano e me seduziu para deixar de ver vitrines e revistas de moda por um ano. Ali estava o meu maior apego contra a imodéstia. Não por uma semana, nem por um mês, mas por um ano Deus me inspirou a purificar minha visão e me desapegar destes terríveis vícios. Não foi fácil. Passar na banca e não olhar as capas das revistas era uma tortura. Nas ruas, andar sem olhar nenhuma vitrine era muito difícil. E hoje isso implicaria também deixar de ver sites imodestos, quando ainda estamos apegados a estilos e peças que nada tem a ver com a modéstia cristã.

Comece hoje o seu jejum cortando estes vícios pela raiz,  e você  - com a graça de Deus - se verá livre  das cadeias da impureza e da imodéstia. Não é automático, mas temos que começar dando passos concretos. E quando sentirmos nossa fraqueza, não está na Eucaristia o nosso Salvador? Não está na confissão Aquele que veio para nos fazer realmente livres, livres do pecado?

Com esta oração, tomemos hoje a santa decisão de deixar todos os vícios contra o Autor da Pureza e aproveitemos esta Quaresma para aceitar o convite de Jesus Cristo de ser puro como Ele é, e repudiar qualquer vestígio de impureza que possa manchar nossa amizade com Ele!

Àquela que foi obediente e submissa a Deus, Maria Santíssima, confiamos a nossa Quaresma e o nosso jejum!

A Emancipação da Mulher – [Encíclica Pio XI]

A emancipação da mulher (n. 75-79 da Encíclica Casti connubii, 1930)

Os mesmos mestres do erro, que por escritos e por palavras ofuscam a pureza da fé e da castidade conjugal, facilmente destroem a fiel e honesta sujeição da mulher ao marido. Ainda mais audazmente, muitos deles afirmam com leviandade ser ela uma indigna escravidão de um cônjuge ao outro; visto os direitos entre os cônjuges serem iguais, para que não sejam violados pela escravidão de uma parte, defendem com arrogância certa emancipação da mulher, já alcançada ou por alcançar. Estabelecem, mais, que esta emancipação deve ser tríplice: no governo da sociedade doméstica, na administração dos bens da família e na exclusão e supressão da prole, isto é, social, econômica e fisiológica. Fisiológica por quererem que a mulher, de acordo com sua vontade, seja ou deva ser livre dos encargos de esposa, quer conjugais, quer maternos (esta mais do que de emancipação deve apodar-se de nefanda perversidade, como já suficientemente demonstramos). Emancipação econômica por força de que a mulher, ainda que sem conhecimento e contra a vontade do marido, possa livremente ter, gerir e administrar seus negócios privados, desprezando os filhos, o marido e toda a família. Emancipação social, enfim, por se afastarem da mulher os cuidados domésticos tanto dos filhos como da família, para que, desprezados estes, possa entregar-se até às funções e negócios públicos.

Caminho da corrupção

Todavia, esta emancipação da mulher não é verdadeira nem é a razoável e digna liberdade que convém à cristã e nobre missão de mulher e esposa; é antes a corrupção da índole feminina e da dignidade materna e a perversão de toda a família, porquanto o marido fica privado de sua mulher, os filhos de sua mãe, a casa e toda a família de sua sempre vigilante guarda. Pelo contrário, essa falsa liberdade e essa inatural igualdade com o homem redundam em prejuízo da própria mulher; porque, se a mulher desce daquele trono real ao qual ela foi elevada pelo Evangelho dentro das paredes do lar doméstico[1], depressa cairá na antiga escravidão (se não aparente, certamente de fato), tornando-se, como no paganismo, mero instrumento do homem.

Justa igualdade

Esta igualdade de direitos, porém, que tanto se exagera e se enaltece, deve reconhecer-se em tudo o que é próprio da pessoa e dignidade humana, e que resulta do pacto nupcial e está na essência do matrimônio; nestas coisas certamente ambos os cônjuges gozam inteiramente do mesmo direito e estão ligados pelo mesmo dever; quanto ao resto, deve existir certa desigualdade e moderação, que o próprio interesse da família e a necessária unidade e firmeza da ordem e da sociedade doméstica requerem.

Se, no entanto, em qualquer parte as condições sociais e econômicas da mulher casada tiverem de transformar-se algum tanto devido à alteração dos usos e costumes da convivência humana, compete ao poder público adaptar às necessidades e exigências hodiernas os direitos civis da mulher, tendo sempre em vista o que é requerido pela diversa índole natural do sexo feminino, pela honestidade dos costumes e pelo interesse comum da família, e desde que também a ordem essencial da sociedade doméstica permaneça intacta, como instituída que foi por uma autoridade e sabedoria mais alta que a humana, isto é, divina, e que não pode mudar-se por leis públicas ou pela vontade dos indivíduos.

Sobre a areia…

Mas vão ainda mais além os modernos destruidores do matrimônio, ao substituir o sincero e sólido amor, fundamento do íntimo prazer e da fidelidade conjugal, por uma cega conveniência de caracteres e harmonia de gestos, a que chamam simpatia, cessada a qual sustentam que se afrouxa o vínculo único por que se unem as almas e que se dissolve plenamente. Que será isto senão edificar uma casa sobre a areia? Diz Cristo Nosso Senhor que, apenas ela seja assaltada pelas vagas da adversidade, logo vacilará e ruirá: “E sopraram os ventos, e investiram contra essa casa, e ela caiu, e foi grande a sua ruína” (Mt 7, 27). Ao contrário, uma casa que tenha sido construída sobre a rocha, isto é, sobre o mútuo amor entre os cônjuges e firmada numa consciente e constante união das almas, jamais será sacudida ou abatida por nenhuma adversidade.


[1] Traduzido esta frase da versão inglesa: “…truly regal throne to which she has been raised within the walls of the home by means of he Gospel”

A esposa e mãe, sol do lar!

Sim, a esposa e mãe, é o sol da família. Sol com sua generosidade e submissão, com sua constante prontidão, com sua delicadeza vigilante e previdente em tudo o que serve para tornar alegre a vida ao marido e aos filhos. Em torno dela difunde-se luz e calor; e costuma-se dizer então que um matrimônio é bem-aventurado, quando cada um dos cônjuges, ao contraí-lo, mira fazer a felicidade não própria, mas da outra parte; este nobre sentimento e esta intenção, embora dizendo respeito a ambos, é porém antes de tudo virtude da mulher, que nasce com as palpitações de mãe e com a maturidade de coração; aquela maturidade que, se recebe amargura, não quer dar senão alegria; se recebe humilhações, não quer dar senão dignidade e respeito; à semelhança do sol que alegra a manhã nebulosa, com seus albores e doura os ninhos com raios de seu ocaso.”   S.S Pio XII

Leia discurso na íntegra aqui.

Realidade Feminina

brincandoEste chat entre o André e a Lilian que eu coloco abaixo, com a permissão da autora, é um exemplo maravilho do despertar que as mulheres estão tendo quando reconhecem que sua missão primordial – nobre e divina – é ser esposa e mãe! Que a triste situação de queda da fecundidade no Brasil possa ser revertida pela generosidade dos pais cristãos!

Que Nossa Senhora, Mãe do Redentor e Esposa de São José, possa ir mostrando a cada uma das mulheres toda a beleza do plano de Deus, e que este curto chat possa ser instrumento disso.

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Lilian Scarcela:
Nossa… amigo… tô pedindo a Deus… pra eu possa ficar em casa.. não tô afim de trabalhar fora mais não.. enquanto meus filhos são pequenos..

tá insuportável.. o Gui [o primeiro filho dela] sofre muito.. e todos nós também..

André:
Deus seja louvado amiga… Que você possa conseguir fazer isso e que também possas ser testemunha para quantas outras mulheres forem possível… Que alegria isso me dá, sabia!??? (rs)

Lilian Scarcela:
Pois é… eu acho que em casa.. daria uma estrutura pro Elizeu [o marido dela] que não temos hoje… ele poderia ir almoçar em casa… chegar do trabalho e tá tudo organizado.. pronto.. eu poderia me cuidar mais.. o Gui ficaria mais comigo.. nossa, só vejo coisa boa nisso tudo… quer dizer.. impactaria positivamente em tudo.. até na nossa relação.. porque eu estaria menos cansada.. tudo…uma coisa puxando outra…

André:
É amiga… mais e mais mulheres estão enxergando isso tudo que você tá percebendo… Que Deus seja louvado e que você possa conseguir isso o mais rápido possível… (rs)

Lilian Scarcela:
Todo dia deixar o Guilherme [o filho] chorando na escola tem deixado a gente estressado… porque ele fica pedindo pra ficar em casa.. quer ficar em casa.

ele fica muito cansado.. às vezes já vem dormindo…e só acorda no outro dia.. têm que ir de novo.. então fica faltando nosso contato com ele…o Elizeu cai na cama e eu também.. não conversamos.. dormimos.. de cansados!

André:
E cada vez mais as pessoas passando por tudo isso que você está relatando, querendo obter uma solução, buscam não de ficar em casa e assim proteger e crescer a família, mas “de evitar todos os filhos possíveis”, pois acreditam que são os filhos os causadores de todos os problemas deles… (Sic!!) Puro egocentrismo mesmo.

Lilian Scarcela:
Filho ajuda é a tirar os perrengues do dia a dia amigo.. é uma benção!

André:
Amém!!!

Comentário de uma mãe

A Viviane Pastre é uma querida irmã, que participou do I Grupo Virtual da Teologia do Corpo com muito empenho e dedicação, junto com seu esposo! Pedi para ela revisar o artigo que escrevi “Cultura da Morte vs. Cultura da Vida” e a sua resposta, além da revisão, é tão importante que compartilho com vocês:

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Julie…. estou passada… li e reli tanto este texto que acho que até o decorrei…
Olha não conhecia(até você mencionar no grupo) a  nem sei que palavra usar… mulher??? pessoa???? não acho que não… abortista acho melhor. Que além de tudo o que foi dito no texto é também preconceituosa  quando diz das crianças “inaptas” para nascer. Percebo que só poucos ricos podem ter a vida… Meu Deus… o que é isso????

Onde você coloca no tópico III – Pílula e divórcio – consigo visualizar alguns casos muito próximos a nós  quantos casais que dizem (quanto ouvimos neste curso de noivos) :

-Nós precisamos curtir nossa vida de casados… sair, jantar, dançar… depois de uns cinco anos a gente pensa enquanto isto vamos nos cuidando!!

- Primeiro preciso organizar minha vida profissional, estou no meio do meu doutorado… um filho agora não dá!!

- Primeiro preciso ter dinheiro para colocá-lo numa escolinha porque não quero deixar meu filho na creche ou com a minha mãe!

Sinceramente fiquei preocupada estas frases e tantas outras que ouvimos… filho pra quê??? Só da gasto! noites acordada! febre, doente, chorando!

Mas o que mais me preocupa é saber que essa superficialidade a paixão um dia vai acabar e quando caírem na real talvez possa ser um pouco tarde… Julie, tenho certeza no meu coração que essas mulheres mais cedo ou mais tarde vão despertar para a maternidade, não é possível que não tenham dentro de si em algum momento da vida a vontade de ter um filho… afinal Deus nos criou para isso também…  Estou relendo a exortação do Papa João Paulo II ( a missão da família cristã no mundo hoje) e percebo que este documento é LUZ para as famílias também. Quantas coisas a conhecer, a saber e a estudar.

Quando o superficial acabar pode ser que o casamento desmorone por falta de maturidade… recorre-se ao mais fácil, descarta a pessoa e o problema esta resolvido.

Comentei com o Marcelo: – Nossa.. rezamos tanto para Deus nos conceder a GRAÇA e o DOM de termos a honra de gerar um filho Imagem e Semelhança de Deus e tantos outros nem pensam.. ou melhor pensam em não ter filhos

Seria cômico se não fosse trágico… Quando na palestra do “curso de noivos”  se fala sobre o aborto … podemos ver na cara dos casais a repulsa pelo aborto.. Comentários como: é um crime… Que judiação… Como alguém pode fazer isso??? Não tem a mínima idéia de que de certa forma também abortam… porque todos usam métodos que barram a vida.

Não sabem mesmo o que estão pedindo a Santa Igreja, pedem o Sacramento do Matrimônio para uma convenção ou uma tradição, não pedem o compromisso da fidelidade,  da indissolubilidade e da fecundidade. O amor egoísta não dura para sempre… casam-se para se fazer feliz e não para fazer o outro feliz… não estão dispostos a morrer para si e viver para o outro numa missão, numa submissão linda que Deus nos oferece. Sermos pessoas melhores, que pensa primeiro no outro e não em si…

De certa forma isso não é culpa só dessas pessoas é culpa da informação errada… da cultura da prosperidade, da individualidade … porque somos e fomos criados para sermos os melhores e os primeiros em tudo. Crescemos ouvindo os pais falarem você tem que ser o primeiro da sua turma, o primeiro no vestibular, o primeiro no seu trabalho… o primeiro em fazer o que for necessário para alcançar o primeiro lugar… os valores estão invertidos e é muito, muito difícil, mostrar para as pessoas isso porque é algo que já esta tão interiorizado na pessoa humana que ela acha graça do que falamos, acha que somos antiquados, quadrados, fanáticos e muitas outras coisas…

Lutamos contra a correnteza como os peixes na piracema, eles vencem, nós temos que perseverar e não desistir nunca das nossas convicções… Rezar muito, nos unir aos que pensam como nós e seguir em frente. Ninguém disse que seria fácil e que não haveria momentos de fraqueza… mas os casados que acreditam mesmo neste sacramento tem um diferencial – tem um ao outro – para que um anime o outro na hora da provação – para que o outro ajude seu par a carregar a sua cruz.

Você disse também no texto: ” o filho não é tido como dom “
Filho é dom e graça.
Eu pude viver essa metanóia… vivo a cada dia… precisamos viver cada dia!

Quando se fala da quantidade de filhos então??? A resposta é imediata UM.
Nós nesse momento perguntamos: Vocês tem tios, primos, irmãos??? e na maioria das vezes a resposta é sim!!! Ai eu falo para eles… que triste seu filho não vai ter sobrinhos e os seus netos não vão ter primos. Gente, família precisa de pessoas para ser famílias… se não tivermos filhos isso vai acabar.

Que tristeza.

Mas você sabe que o querido e saudoso Pe. Léo – um defensor da família e dos casais… sempre em suas pregações dizia das famílias, dos cônjuges, da fecundidade dos cônjuges (com ou sem filhos), da alegria da mulher em ficar em casa cuidando dos filhos e do marido… fazendo com que o marido sentisse a presença de Deus em casa e vice-versa. Nossa quanta coisa.

Acho que estou misturando as coisas… mas é que isso é tão triste… Ver que pessoas tem como propósito acabar coma vida humana e a família.

Mas também tem o outro lado… (mas parece que o lado ruim é mais forte esta mais visível).
Não posso negar que o contrário de tudo isto que falamos também existe … Graças à Deus!!!!

Pessoas abertas à vida… a fecundidade… ao trabalho na Igreja… a defesa da vida mesmo. que acreditam no sacramento do matrimônio como sendo um sacramento que vai ajudá-los a alcançar a santidade, que os filhos são Dom e Graça de Deus… presença do Deus Vivo em nossa família.

Quando o documento fala dos direitos e da função da mulher fica claro para mim cada vez mais Graças a Deus a minha escolha… Pude curar a cegueira  que estava em minha vida… Louvo a Deus todos os dias da minha vida a minha escolha (a maioria das pessoas me questiona sobre minha decisão) no começo eu fiquei muito perturbada… quase desisti e me deixei levar pela convenção… mas Deus é mais… muita oração, joelho dobrado e ajuda do meu marido  foi o que me ajudou a fechar os ouvidos para críticas e reprovações.

Santa Gianna: já tinha conhecimento dela mas não com tanta profundidade tudo o que esse MULHER DE vita13DEUS foi de exemplo… que carta linda escreveu para seu marido.
Pessoas como Santa Gianna precisamos divulgar e fazer estes exemplos irem por todos os cantos… devemos subir nos telhados e proclamar à todos.

O que mais dizer… Gostaria de muito, muito mais ainda falar… O texto me deixou com vontade de mais ainda. Muito mais.

Agradeço à Deus também pela sua vida e sua generosidade. De todos os envolvidos em divulgar a doutrina da Igreja. Você me fez ter a vontade de estudar muito mais, ler muito mais e isso é DEUS agindo através de você. Obrigada pela confiança.

Desculpe a simplicidade e a repetição de algumas coisas.

Paz

Viviane

Padroeiro das Parteiras, ora pro nobis!

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Hoje, dia 31 de Agosto, celebramos na Igreja a Festa de São Raimundo Nonato, Confessor (+ Cardona, 1240). Ele ingressou com 24 anos na Ordem dos Mercedários, destinada ao resgate de cativos. Ofereceu-se voluntariamente para ficar escravo entre os mouros, a fim de permitir a libertação de um católico que estava periclitando na fé. Visava também exercer seu ministério entre os demais pobres cativos e, mais ainda, pregar a Religião católica aos próprios maometanos. Para impedi-lo de pregar, os mouros lhe furaram os lábios com um ferro quente, e mantinham sua boca fechada com um cadeado. Passou oito meses prisioneiro, sofrendo atrozmente. Depois de libertado, foi nomeado cardeal, em reconhecimento  pelos seus méritos. Faleceu com apenas 36 anos. Recebeu o nome de Nonato (do latim “non natus”, isto é, não nascido) porque sua mãe morreu antes de dá-lo à luz e ele precisou ser extraído do corpo já inerte da mãe. É por isso invocado como padroeiro das parturientes e das parteiras.

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Como precisamos da interecessão de São Nonato! Precisamos que as parteiras de hoje tenham um grande amor à vida e possam transmitir isso às mães, especialmente quando ter filhos parece uma “loucura”. Uma amiga minha, esperando seu terceiro filho, escutou várias vezes das cunhadas a frase “você tá louca?”, ao saberem de sua gravidez. Em vez de louvarem a Deus pelo dom da vida, e parabenizar a  Adriana, estas mulheres não conseguem ver nem a beleza nem a sacralidade da vida humana! Vivem o pensamento de Margaret Sanger, mesmo sem a conhecerem… Neste discurso o Santo Padre Pio XII fala às parteiras e também a cada uma de nós, que de uma ou outra forma somos chamadas, como mulher, a acolher e amar a vida, toda vida! Meditemos trechos de seu discurso:

“Desde su nacimiento, apresuraos —como hacían ya los antiguos romanos— a poner al niño en los brazos del padre, pero con un espíritu incomparablemente más elevado. Entre aquéllos era la afirmación de la paternidad y de la autoridad que de ella deriva; aquí es el homenaje de reconocimiento hacia el Creador, la invocación de la bendición divina, el compromiso de cumplir con devoto afecto el oficio que Dios les ha encomendado. Si el Señor alaba y premia al servidor fiel por haber hecho fructificar cinco talentos (cf. Mt 25. 21), ¿qué elogio, qué recompensa reservará al padre que ha custodiado y educado para él la vida humana que se le confió, superior a todo el oro y toda la plata del mundo?

AB26596Pero vuestro apostolado se dirige sobre todo a la madre. Sin duda, la voz de la Naturaleza habla en ella y le pone en el corazón el deseo, el gozo, la valentía, el amor, la voluntad de tener cuidado del niño; pero para vencer las sugestiones de la pusilanimidad en todas sus formas, aquella voz tiene necesidad de ser reforzada y de tomar, por decirlo así, un acento sobrenatural. A vosotras os toca hacer gustar a la joven madre, menos con las palabras que con toda vuestra manera de ser y obrar, la grandeza, la belleza, la nobleza de aquella vida que se desarrolla, se forma y vive en su seno, que nace de ella, que ella lleva en sus brazos y nutre de su pecho; hacer resplandecer a sus ojos y en su corazón el gran don del amor de Dios hacia ella y hacia su niño. La Sagrada Escritura os hace escuchar en múltiples ejemplos el eco de la oración suplicante y después el de los cantos de reconocida alegría de tantas madres finalmente oídas, tras de haber implorado largamente con lágrimas la gracia de la maternidad. También los dolores que, después de la culpa original, debe sufrir la madre para dar a luz a su niño, no hacen sino apretar más el vínculo que les une; ella le amará tanto más cuanto más dolor le ha costado. Esto lo ha expresado con profunda y conmovedora simplicidad aquel que plasmó el corazón de las madres: «La mujer, cuando pare, sufre dolor porque ha llegado su hora; pero cuando ha dado a luz al niño, no se acuerda ya de la angustia por el gozo de que ha nacido un hombre en el mundo» (Jn 16,21). Y en otro pasaje, el Espíritu Santo, por la pluma del apóstol San Pablo, muestra una vez más la grandeza y la alegría de la maternidad: Dios da a la madre el niño, pero al darlo le hace cooperar efectivamente al abrirse de la flor cuya semilla había puesto en sus vísceras, y esta cooperación viene a ser el camino que le conduce a su salvación eterna: «se salvará la mujer por la generación de los hijos» (Ti 2,15).

——-Amém!——–

Santa Mônica e Karina

“Não se imponha a verdade sem caridade, mas não se sacrifique a verdade em nome da caridade”. Santo Agostinho

birth of st augustine

Nascimento do Santo e Doutor da Igreja,  Santo Agostinho

Se hoje, como filhos da Igreja, podemos celebrar a santidade de Santo Agostinho, se deve em grande parte às graças alcançadas por sua santa e incansável mãe, santa Mônica. Por isso, com muita alegria coloco aqui um testemunho deixado pela Karina no blog Beleza Real. Ela nos mostra que hoje, apesar da cultura anti-maternidade,  existem mulheres de fé que sabem o qu “ser mãe”  significa e irão viver de forma digna esta vocação:

“… Só para dar um pequeno testemunho a respeito do tema aqui tratado, acabei de ter um bebê, e é incrível como a coisa que as pessoas mais se preocupam é “você está voltando ao peso normal? Suas roupas já cabem em você? Nossa, que bom, seu peso está voltando, né?!” Dá vontade de gritar para todo mundo GENTE, EU PARI!!! ESSA FOI A COISA MAIS IMPORTANTE QUE JÁ ACONTECEU COMIGO! PERGUNTEM COMO ESTÁ MEU BEBÊ E SE ELE ESTÁ GANHANDO PESO, E NÃO SE EU ESTOU EMAGRECENDO E VOLTANDO AO MANEQUIM “NORMAL”. EU NÃO ENGORDEI DURANTE A GRAVIDEZ, EU ESTAVA GRÁVIDA E CARREGAVA EM MIM UM FILHO DE DEUS!! ISSO NÃO É ENGORDAR! EU NÃO PRECISO VOLTAR AO PESO NORMAL, POIS DURANTE NOVE MESES ELE NÃO DEIXOU DE SER NORMAL, FOI APENAS DIFERENTE! Claro que, quando meu filhote desmamar, quero voltar aos cuidados com minha saúde, até porque aguentar um pesinho daqueles todo dia requer preparo físico kkkk Mas tenho muito orgulho da minha barriguinha, mesmo diminuindo a passos lentos, pois ela me lembra que SOU MÃE, que ali viveu durante 9 meses a pessoinha mais importante da minha vida! Deus continue iluminando vocês! Quanto a mim, farei minha visita diária para ler as reflexões que vocês nos trazem.”

Karina, que Deus te faça a “mulher forte” da Sagrada Escritura, e que Nossa Senhora seja teu exemplo na vida escondida e sublime que implica o dom da maternidade e que, por meio de tuas orações, possa se falar do teu filho o que o Papa Leão XIII falou de Santo Agostinho:

“É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo!

Pois, se não nos inspiramos pela vida dos santos… os “deuses” do mundo tomam seu lugar!

, disse o Papa 


Santa Mônica, Esposa e Mãe

St Monica

Nestes dias, onde em quase todos os sites aparece a lista das mulheres mais “poderosas do mundo”, nós, os católicos, não devemos cair na tentação de ter visão tão mesquinha que reduz o “poder” à “deusa da economia”. Neste dia no qual a Igreja celebra a festa de Santa Mônica, é preciso olhar para o alto. É preciso querer ver como Deus vê! A mulher mais poderosa do mundo, aos olhos de Deus, é sem dúvida a Mãe. Em primeiro lugar a Mãe Dele, a Santíssima Maria, e nEla todas as outras mulheres que no seu Plano foram, são, ou serão mães. A mãe é a mulher mais poderosa do mundo pois não existe nada mais “poderoso” do que gerar e educar uma vida chamada, desde a sua concepção, à eterna comunhão com Deus . Mas há de se entender de qual poder estamos falando aqui: o poder que a pessoa tem de colaborar livremente com Deus para que o Seu Reino venha. Existe poder maior? Mas para que nós tenhamos este poder é preciso a Graça, pois “sem Mim nada podeis fazer”, afirmou Nosso Senhor. E uma das formas de obter esta Graça é com a oração, com a súplica e com lágrimas que só a mãe sabe jorrar pelo seu filho. É por isso que num mundo onde muitas mães já não querem ser mães e fogem da maternidade; onde muitas deixam de ser exemplos na vida de oração e muitas outras  em vez de “guardar a pureza” de seus filhos a destroem por sua imodéstia no vestir, precisamos recorrer à St. Mônica e pedir que Ela nos ensina a rezar, a suplicar e a chorar por nosso filhos, biológicos e espirituais. Pois isso é que faz que o Reino venha. E este é o “poder” que as mulheres deveriam querer ter. E este poder só o Poderoso pode dar.

Oremos:

Nobilíssima Santa Mônica rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se com alegria e amor.

Rogai virtuosa Santa Mônica, para que se abram os olhos e as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna. A beleza do sacrifício materno.

Em um tempo em que se questiona por que se deve deixar nascer um bebê anencéfalo, rogai Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para suas famílias, e para sua própria santificação. Amém.

Ó Esposa e Mãe exemplar, Santa Mônica: Tu que experimentastes as alegrias e as dificuldades da vida conjugal; Tu que conseguiste levar à fé teu esposo Patrício, homem de caráter desregrado e irascível; Tu que chorastes tanto e oraste dia e noite por teu filho Agostinho e não o abandonaste mesmo quando te enganou e fugiu de ti. Intercede por nós, ó grande Santa, para que saibamos transmitir a fé em nossa família; para que amemos sempre e realizemos a paz. Ajuda-nos a gerar nossos filhos também à vida da Graça; conforta-nos nos momentos de tristeza e alcança-nos da Santíssima Virgem, Mãe de Jesus e Mãe nossa a verdadeira paz e a Vida Feliz. Amém.

Mônica encarna o modelo de esposa ideal e mãe cristã.

Santa Mônica ora pro nobis

Testemunho da Giselle Maia

rosas-2134A Giselle Maia é esposa, mãe de três crianças e tem um blog líndissimo chamado “Eu Creio na Família”. Cada vez que leio me inspiro com seus posts e especialmente com o seu testemunho: o de uma mulher cristã. Fiquei muito feliz ao ler este comentário hoje, e acho ele tão valioso - mais que mil posts que eu possa escrever - que compartilho com vocês! De fato, um testemunho tem valor infinito! Giselle, que a Sagrada Família te faça a santa mulher que Deus sonhou deste toda a eternidade! Aceite estas rosas virtuais como uma homenagem ao seu amor pela família de St. Teresinha e pelo seu belo apostolado! Espero poder conhecê-la em breve!

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Olá, Julie!

Sempre procuro entrar aqui no seu blog! Ele é simplesmente restaurador! Você nem imagina o efeito que seus posts tem causado em minha vida!

Sabe… meu armário é repleto de calças, aliás, quando Deus colocou você em meu caminho, percebi que não tinha nenhum vestido nem saia… Pode?

Como sou uma jovem senhora de 32 anos, não me vestia nem com decotes… sempre bem compostinha… Mas nunca tinha parado para pensar no efeito das calças sobre minha feminilidade, sobre minha vocação de mãe, mulher e esposa…

De tanto ler seus posts ( fico encantada ) aos pouquinhos estou revertendo a situação. Está vetada a compra de calças para mim! Agora quando vou a uma loja olho apenas vestidos e saias… aos pouquinhos Deus vai restaurando meu armário e também as vestes da minha alma.

No início encontrei certa resistência por parte de meu esposo, pois mudança no armário significa despesa, mas quando vesti meu primeiro vestido ele gostou tanto que agora quando vamos a uma loja ele mesmo me “proíbe” de comprar calças… outro dia me deparei com uma calça muito bonita e comentei com ele… Ele logo falou para eu parar de olhar calças dizendo: “Você não quer vestidos? Por que olhar para as calças?” Fiquei muito feliz.

Sei que esta transformação será lenta… sais e vestidos por aqui são bem caras, mas uma coisa é certa calças eu não compro mais!

Posso dizer que foi ótimo conhecer você, mesmo que virtualmente… tem enriquecido bastante minha missão.

Estou trabalhando em um projeto para casais, “Matrimônio no Plano de Deus” e você me deu uma nova visão sobre a Teologia do Corpo, estou lendo novamente as catequeses de João Paulo II, e é impressionante como estou tendo uma compreensão maior e mais nítida.

Parabéns e obrigada por seu trabalho!

Seu blog, Moda e Modéstia já está há algum tempinho em meu “Blogroll” junto com os demais blogs que você me recomendou.

Obrigada por ler meus posts e comentá-los! Sinto-me bem honrada.

Faz tempo que não te envio e-mail, estou com problemas no meu computador onde ficam meus e-mails, mas logo estará tudo resolvido.

Que Deus continue abençoando seu trabalho e tornando-o cada vez mais fecunda a sua missão.

Com carinho

Giselle

Ser Dona de Casa: uma missão sublime

Santa MariaHoje é dia de Santa Marta, padroeira das donas de casa. Mais do que nunca precisamos de sua intercessão. Muitas mulheres não querem ser donas de sua casa. Estou generalizando, porque estou falando aqui do que é proclamado na mídia como modelo a seguir. Estou falando das consequências de uma revolução que quis “libertar” a mulher e a fez mais escrava ainda. Estou falando de uma dura realidade que temos que enfrentar se é que queremos viver numa civilização cristã novamente.

As feministas – ou quase feministas – ao ler isso se levantam indignadas: “como pode alguém, em pleno século XXI, ter a ousadia de dizer que a mulher deve ser dona de casa?” A verdade é que quando a mulher – esposa e mãe – não é dona de sua casa, alguém de fora se torna dona e quem perde é toda a sociedade. Pois é fato incontestável que a melhor contribuição que se pode fazer à sociedade é dar-lhes cidadãos honestos, maduros, cientes dos seus deveres e direitos; mais ainda, é dar-lhes santos homens e mulheres, pois se alguns homens públicos mudam o mundo nos campos político e social, os santos transformam gerações.

Mas para uma idéia tão antiga e tão nova – mulheres donas de casa! – reconheço que é preciso explicar o porquê de tal “volta no tempo”:

O problema, na sua raiz, não  é que a mulher não possa ou deva trabalhar fora. O problema é  que quando não existem mais mulheres que queiram ser donas de casa passa a existir uma geração de crianças e jovens mais perdidos e confusos que nunca. E parece que ao tentar encontrar os culpados desta situação não se tem coragem de falar a verdade: falta a mãe presente em casa e falta pai como chefe da família.

No caso da mulher, o mundo do trabalho em geral, com todas as suas conhecidas exigências, vai tornando endurecido o seu coração,e as primeiras vítimas a sofrer com isso são seus filhos. As mães passam a ter mais dificuldade de estar em comunhão com os seus filhos. De passar horas, dias, anos ao seu lado. Não digo dar de comer, dar banho e colocar para dormir. Eu sei que babá faz isso muito bem. E uma das experiências mais lindas que tive foi viver com uma família e ser babá por um ano de seus três filhos. Estou dizendo que as mulheres que trabalham fora têm cada vez mais dificuldades de querer – e amar e-s-t-a-r com os seus filhos. Eu vejo isso. Infelizmente não estou falando de teorias.

O que direi agora é um tema para ser desenvolvido melhor. Mas a idéia central é esta:

O campo laboral se fundamenta em três critérios que o dom da maternidade desconhece:

  1. Horário a ser cumprido
  2. Ganho salarial[1]
  3. Competição

Ser dona de casa não significa, em primeiro ligar, lavar, passar e cozinhar. Isso de fato ficou bem mais fácil hoje devido às comodidades modernas e em geral, quase qualquer um pode fazer este serviço. Mas ser dona de casa é antes de tudo querer estar em casa, cuidando e educando os filhos, e à espera do esposo que volta do trabalho. Sim. A casa pode ser cuidada por outra. Os filhos e o esposo não. Por isso, os critérios que a mulher deve enfrentar trabalhando fora, geralmente (dependerá de qual trabalho ela faça) se contrapõem aos critérios e valores que ela vive como mãe:

- A mãe não tem horário – especialmente quando os filhos são pequenos. Ela está para servir e se doar completamente a eles. Ela não conhece o que é “bater o ponto?”. Ela não conhece o que significa “hora extra”. Ela não espera o fim de semana para “estar livre”.

- A mãe não é mãe por dinheiro; assim como nenhum dinheiro do mundo “pagaria” o que ela faz[2], ela faz por amor.

- A mãe não conhece competição. Para os seus filhos, nenhuma mãe é melhor que aquela que ele tem, e para os outros… o que importa os outros?

Por tudo isso, se seria injusto não olhar os benefícios que a mulher ganhou “podendo trabalhar como o homem” (depende também em que tipo de trabalho), seria uma grave mentira negarmos as trágicas conseqüências que isso está deixando nesta geração. A mulher que trabalha fora corre o perigo – pela lógica natural do campo laboral – de perder a ternura, a paciência, a delicadeza, e gradativamente tem mais dificuldade para se entregar aos filhos como uma mãe -  que ama ser mãe –  sabe. A mãe quando trabalha fora pode estar algumas horas com seus filhos, mas geralmente com sua cabeça (e seu coração) nos seus negócios, nos seus compromissos fora de casa, e isso vai gerando uma divisão no seu ser. E a grande questão é que a criança, mesmo sem “entender” nada de tudo isso, sabe que sua mamãe não está “só para ela”… parece sentir a ansiedade, a angústia, as preocupações que a mãe sente devido ao seu trabalho fora de casa.

A análise do Bispo Fulton Sheen é esclarecedora:

“A mulher moderna foi igualada ao homem, mas sem que isso lhe trouxesse a felicidade. Foi ‘emancipada’ como uma flor pode ser ‘emancipada’ das suas raízes, como um pêndulo que, retirado do relógio, perde, por este fato, o seu movimento próprio. Em seus esforços para a igualdade matemática, a mulher rebaixou-se de duas maneiras: tornou-se vítima do homem e vítima da máquina. Vítima do homem por se transformar em instrumento do seu prazer e por prover às suas necessidades, através de uma estéril troca de egoísmos. Vitima da maquina, por subordinar o principio criador da vida à produção de coisas mortas – o que constitui a própria essência do comunismo.

Que nisto não se veja a condenação da mulher como profissional, porque o problema não esta em sabermos se a mulher consegue obter as boas graças do homem, mas se pode satisfazer os instintos primordiais da sua natureza feminina. O problema está em sabermos se determinadas qualidades oferecidas por Deus à mulher, qualidades que lhe são especificas, encontram a sua exata e plena expressão. Essas qualidades – como sejam, a dedicação, o sacrifício, o amor – não se exprimem necessariamente numa família, ou menos num convento. Podem encontrar maneira de manifestar-se no mundo social, nos cuidados a prestas a doentes, a pobres, a ignorantes – em todas as sete obras de misericórdia corporais. Diz-se, por vezes, que a mulher que trabalha fora de casa é dura. Pode isso ser verdade, em certos casos, mas não se deve esta dureza à profissão: deve-se, sim, à circunstancia de, pela sua profissão, se manter afastada dos seres humanos, para os quais o seu coração naturalmente a inclina, e sem os quais ele não se dá por satisfeito. Podemos admitir que a revolta contra a moralidade e a exaltação dos prazeres sensuais, como finalidade da vida, se devam à perda da realização espiritual da existência. Assim frustradas e desiludidas, tais almas fatigam-se da vida, tornam-se cínicas, e até podem ser levadas ao suicídio.

A solução para este problema da mulher está num retorno à concepção cristã, na qual se dá importância, não à igualdade, mas à equidade. A igualdade é a lei: é matemática, abstrata, universal, indiferente às contingências, às diferenças, às circunstâncias. A equidade é o amor, a misericórdia, a compressão, a simpatia. … A equidade vai mais longe do que a igualdade, reclamando a superioridade em certos aspectos da vida. A equidade não substitui a igualdade –  aperfeiçoa-a. Tem a vantagem de reconhecer a diferença específica entre o homem e a mulher, o que a igualdade não faz. De fato, homem e mulher são absolutamente desiguais, no que respeita ao sexo, e, porque o são, é que se complementam. Cada um deles tem sobre o outro uma superioridade de função. Homem e mulher são iguais, no sentido de terem os mesmos direitos e as mesmas liberdades, o mesmo alvo final de vida e a mesma redenção pelo sangue do Nosso Divino Salvador.”[3]

Finalmente, este pequeno texto é para animar, encorajar, estimular as mulheres que sentem o profundo desejo de ser dona de casa, de cuidar dos seus filhos, de esperar o seu esposo a voltar do trabalho – e  podem fazê-lo – , mas que recebem críticas e são marginalizadas justamente por uma decisão tão plena de sentido! Enquanto não reconhecemos o valor da mulher como esposa e mãe, ainda que estejamos na “pós-modernidade”, no fundo estamos antes da idade da pedra!

Santa Marta, ora pro nobis!


[1] A Igreja quer proteger a célula mãe da sociedade quando pede que os Estados valorizem financeiramente a mãe que escolhe ficar trabalhando em casa. Porque os Estados modernos, tão “avançados” não conseguem dar esta justa remuneração para a mulher dona de casa?

[2] Repito o que disse acima: isso não quer dizer que o Estado deveria dar sim uma ajuda para a mulher que é dona de casa. Lógico que não pagaria o seu trabalho – que em última instância é doação e amor -, mas ajudaria nas despesas que toda casa tem, afinal ela faz o trabalho mais importante que todos: educar os futuros cidadãos.

[3]Fulton Sheen, O Primeiro Amor, Ed. Educacional Porto, p. 225-227