A escritora carioca que foi ícone da juventude nos anos 90 volta a polemizar com “Confissões de mãe”Excelente artigo.
Maria Mariana com certeza é uma mãe exemplar e com esta entrevista ajuda a iluminar um pouco as trevas da nossa sociedade contaminada pelo feminismo.
Parabéns, Maria Mariana!
UAU!
Isso é o que considero “tapa com luva de pelica”!
Pelo andar da carruagem, pensava que não veria mais esse tipo de experiência sendo exposta pela mídia. Parece que a patrulha feminista da revista vacilou, não? rrsrsrsrs!…
[...] Leia e se deleite com esta linda entrevista da Maria Mariana (sim… aquela que escreveu Confissões há 17 anos atrás) e veja a obra que [...]
Parabéns! Como é gratificante identificar-se com você e com seu valores.
Eu nem sabia que a Maria Mariana tinha todos esses filhos. As vezes eu a vejo naquela série Menino Maluquinho e realmente ela tem mesmo esse jeito maezona no video contracenando com o personagem.
Enquanto pessoa publica existe o direito de partilhar suas experiencias, mas não generalizar algumas percepeções. Isso cabe apenas aos especialistas.
“Há mulheres que passam nove meses no shopping, comprando roupinhas, aí depois marcam a cesárea e pronto. Acabou o processo. Aí sabe o que acontece? Elas têm depressão pós-parto.”
A idéia é válida, tem sentido, mas a conclusão é incorreta. Depressão pós parto é um problema psiquiatrico que não tem haver com futilidades e deve ser respeitado e tratado. Eu trabalho em um ambulatorio de saúde mental e por causa de comentários comos este e similares que as pessoas deixam de se tratar ou procuram ajudam tardia.
“Se a mulher parir naturalmente, será uma mãe melhor” Isso tbem não é uma verdade. O parto normal é o melhor por respeitar a natureza, mas não é determinante da qualidade da maternidade. O que é fundamental neste primeiro momento é não quebrar o vinculo mãe-bebê logo após o parto, a prova disso é a mãe canguru e o parto humanizado e todo histórico de vida da mãe e suas relações de apoio.
O que quero dizer é que os testemunhos são importantes, mas temos que saber como nos colocar, e é um aprendizado que eu tbe estou fazendo. Há coisas que são válidas apenas para mim e para meu circulo social próximo. As generalizações só servem se fundamentadas documentalmente por especialistas.
Em situações publicas as palavras devem sempre serem bem escolhidas, para as boas ideias não se perderem.
…………
O caso da Claudia Leite é um caso interessante dentro dos argumentos que Maria Mariana traz. A meningite do filho dela foi um sinal de que a vida não tem como ser a mesma, mesmo podendo contar com babás e etc. E aí refletir sobre as escolhas de vida. Eu não sou casada, mas sempre comento com a Julie nos e-mails que tenho amigas muito bem casadas, que trabalham, tem doutorado, e que as coisas não se excluem, tudo se soma se vc souber gerenciá-las e tiver um excelente marido (alto nivel educacional, amoroso e participativo nas atividades domesticas). É possivel sim ser mãe, doutora e profissional. Mesmo no caso de artistas, tem muitos que têm vida familiar estável, 2-3 filhos e tudo é uma questão de organização.
O melhor mesmo é o meio termo, e cada um sabe qual é o seu. O “tem que” é o que faz a vida ser um peso e aciona as resistencias. No mundo há lugar para todos os tipos de mulheres: as donas de casa, as profissionais, as cientistas, as religiosas, etc.
O que eu as vezes me pergunto é se o novo feminismo não pode levar a um retrocesso social, onde a mulher vai perder seu poder social. As mulheres bem escolarizadas e financeiramente independentes incomodam, porque têm poder de escolha e apenas homens especiais sabem lidar com isso (infelizmente são poucos).
A mulher deve ser preparada para tudo e individualmente no seu processo vocacional ela toma sua decisão: nem ao céu e nem a terra, mas sim o equilíbrio.
Concordo com a Dani que alguns comentários da Maria Mariana podem levar a generalizações perigosas. Tive meu bebê por cesárea. 16 horas de trabalho de parto resultaram numa dilatação de menos de 4 cm… Trabalhei bem essa questão porque meu médico era maravilhoso, e eu sabia que ele tentaria o parto normal enquanto fosse possível. Não foi. Eu sempre quis ter um parto normal, tinha um discurso inflamado. Hoje reconheço que o buraco é mais embaixo, e sei o provável porquê de não ter conseguido. Não foi nenhuma questão egoísta, talvez a melhor definição seja medo e insegurança por ter passado nove meses sozinha e a única referência que tive na hora do parto foi minha mãe, duas cesáreas e nenhuma simpatia pelo parto normal. Não culpo minha mãe (ela me dá uma chinelada se souber que eu coloquei isso aqui kkkkk), mas saber que ela comparava a todo momento o MEU trabalho de parto com os dela, há mais de 30 anos atrás, fez minar um pouco minha confiança.
Já em relação ao novo feminismo, Dani, não se preocupe: se nos tirarem todos os cargos de todos os setores produtivos e políticos, ainda assim NÃO HÁ PODER SOCIAL maior que SER MÃE!
[...] tem a ver com a outra? Desde quando dar de mamar acaba com a vida sexual de alguém? Aposto que Maria Mariana daria uma boa resposta a essa modelo… Artigo original do Maria [...]
11/05/2009 às 11:39 am
Adorei a entrevista! Foi uma agradabilíssima surpresa!
11/05/2009 às 1:53 pm
Indico este link para lerem interessantes comentários sobre a entrevista
PAX
Julie Maria